domingo, outubro 28, 2007
terça-feira, outubro 09, 2007
"O poeta"

Assim é a arte
Olhar e sentir
Sentir e deixar
O sopro da arte
Inspirar...
Assim é o sopro, então sentido:
Poeta
Aquele que surge com o nascer do Sol. Despertando no jardim o tímido. Girassol. Aquele a voar ao sabor da brisa de primavera. Em redemoinhos desenhando as folhas de Hera. Aquele que de pés descalços, de corpo e alma. Vai pro mar, ouvir das águas, o canto que falaAquele que na noite brilha como as estrelas. Seduzindo os olhos que esperam suas centelhas. Aquele que tem nos sentidos o mistério da vida. Que dela recebe e transmite as cartas escritas. Aquele que é Lira de todo o sentimento. Que de encanto toca corações a todo momento.
Miriam Lopes
Olhar e sentir
Sentir e deixar
O sopro da arte
Inspirar...
Assim é o sopro, então sentido:
Poeta
Aquele que surge com o nascer do Sol. Despertando no jardim o tímido. Girassol. Aquele a voar ao sabor da brisa de primavera. Em redemoinhos desenhando as folhas de Hera. Aquele que de pés descalços, de corpo e alma. Vai pro mar, ouvir das águas, o canto que falaAquele que na noite brilha como as estrelas. Seduzindo os olhos que esperam suas centelhas. Aquele que tem nos sentidos o mistério da vida. Que dela recebe e transmite as cartas escritas. Aquele que é Lira de todo o sentimento. Que de encanto toca corações a todo momento.
Miriam Lopes
segunda-feira, outubro 08, 2007
"O rei, a mulher e o principe"

O enredo que se tece, as imagens que se inscrevem, oriundos do poder criativo, da sensibilidade profusa, do ato de olhar e de sentir as vivências; a entrega ao exercício da arte, que dissemina emoções, sensações, paixões, sentidos, conceitos, novos modos de viver, novos trânsitos, e que comunicam a linguagem universal: a que fala diretamente ao coração. O movimento estético, possibilidade encontrada nestes vasos, me faz lembrar as colocações precisas de Michael Robin, sobre a beleza da arte e o artista: "A beleza natural, que liberta do mal, revela-se ao olhar menos carregado, menos prevenido, menos experiente. Ela nos assegura, contra qualquer desmentido, que existe sentido, que ele não nos é totalmente estranho, é a alma deste (...). Compreender um artista não é ter resposta para tudo a respeito de sua vida e de seu tempo; é ver com ele o que jamais teríamos visto, pois a grande arte é fazer ver. Assim, a razão da arte é não o oculto, o incomunicável, o diferente, mas, o manifesto, o explícito, o universal." Logo é sempre uma dádiva compartilhar desta instrumentalidade cósmica, desta legião de iluminados.
Miriam Lopes